domingo, 5 de outubro de 2008

Imagens

Durante uma semana, publicarei uma imagem que me tenha marcado nesta última viagem pela Patagónia.



















Ovo de dinossauro saurópode, Cretácico da Argentina.




Publicado simultaneamente no Lusodinos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Brilhante

Não têm tempo?
Nem eu, mas acreditem que vale a pena e as diferenças para com o discurso de Palin são abissais.



Não há dúvida, ganhe quem ganhar as coisas do lado de lá do Atlântico estão a mudar...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Esqueci-me...

... Parabéns Vanessa.
O raio da miúda é rija!

17,67


Parabéns

Boa Tarde

"Assim como o nosso espírito se fortifica pela convivência com espíritos rigorosos e sensatos, nem se pode dizer quanto se empobrece e degenera pelo contínuo comércio e frequência que temos com espíritos baixos e doentios. Não há peste que se espalhe tanto como essa. Sei por não pequena experiência o preço por que fica. Gosto de discutir e discorrer, mas é com pouca gente e para meu proveito. Porque servir de espectáculo aos grandes e fazer ao desafio exposição do espírito e de palavreado, acho que é ofício que não fica bem a um homem honesto."

Montaigne, Da Arte de Discutir

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Por que se rompem as meias

A caminho de um casamento de um bom amigo.
Fato bonito e gravata ainda por escolher, mas como não tenho nenhum par de meias que se apresente tenho de ir às compras.
Comprar meias.

Fica sempre bem contribuir para a economia nacional, e a industria têxtil agradece, o shopping agradece, a lojista agradece, e o amigo… o que mais conta... nem nota.

Mas eu prefiro assim, sinto-me melhor comigo mesmo. Fico mais seguro e confortável, é assim que somos, é isto que nos faz pessoas.

Como dizia um tipo esperto: Só existem duas coisas infinitas, o Universo e a estupidez humana, mas quanto ao Universo ainda não tenho bem a certeza.

Fiquei então a pensar... já não vou a um casamento há mais de 5 anos. Por que raio é que as pessoas não se casam mais? Por que têm cada vez menos filhos?
Falta de dinheiro. Isto está mesmo mal. A minha carreira não é nada estável. Não se pode ter filhos num mundo assim.

Resumindo, não temos filhos por que não temos condições para os ter. A culpa não é nossa, é algo externo. Isto está a correr mal e como tal não dá. É isto que ouvimos, nada de novo.

Quanto a mim parece-me que a causa é externa, mas será mesmo por isso que não temos mais filhos? Duvido profundamente.

Como é mais que óbvio, quem responde o que responde não está a mentir. Se me dizem que não têm dinheiro nem condições para ter filhos quem sou eu para duvidar. Agora o interessante não é que isso seja ou não verdade, o interessante é que não é por causa disso que as pessoas não têm filhos.

Este tipo de conversa parece de loucos mas é assim. Mesmo que repitam constantemente que não têm dinheiro para ter filhos e é por isto que não os têm eu duvido muito que tenham razão.

Reparem como é confuso:
Não temos filhos por falta de dinheiro, certo? Certo.
Não estamos a mentir, certo? Certo.
Então temos falta de dinheiro para ter filhos, certo? Errado!

Se temos então imensas pessoas a dizer que não têm filhos por que não têm dinheiro, devemos duvidar delas? Julgo que sim.

A aparente discordância advém de uma confusão semântica, nada mais. Numa discussão basta acordarmos na definição dos termos em causa para chegarmos facilmente às mesmas conclusões. Vejamos.

A resposta está na definição de "filhos" e na expressão "não ter dinheiro".

Basta pensar na nossa média de filhos e compará-la com a que os nossos pais ou avós tinham para se perceber que cada vez temos menos filhos.
Agora façamos um outro exercício, comparemos a esperança média de vida, poder de compra, nível de vida e qualidade de vida dessas mesmas três gerações.
Enquanto o gráfico do número de filhos desce o das condições de vida sobe a pique.
Se compararmos espaço em vez de tempo o resultado deve ser semelhante, nos países com mais condições encontramos as populações que menos filhos têm e o inverso se passa nos países mais pobres. Façamos as análises todas que quisermos inter e intra-países e todas vão dar-nos uma correlação negativa entre condições para ter filhos e número efectivo de filhos. Ou seja quanto mais condições menos filhos. E porquê? Se perguntarmos às pessoas que não têm filhos a resposta é simples: por que não têm condições.

Mas esperem lá um segundo para ver se isto bate certo.
Quem não tem condições, tem filhos, e quem as tem não quer filhos dizendo que a culpa é de não ter condições? Estou certo?

Pois o problema não é das condições. Nunca, em toda a História, vivemos tão bem como agora, com tanta abundância em oportunidades, saúde, dinheiro, e apoios sociais.
Nunca tantos tiveram tantas condições para ter… tão poucos filhos.
Se o problema não é esse então qual é? E por que razão acham alguns que não têm condições para procriar?

Agostinho da Silva dizia algo assim: Temos cada vez menos filhos e isso não se deve ao facto de não termos meios para os criar, o problema é que os nossos filhos não querem ter pais como nós.

E é mesmo isto que se passa. Os nossos filhos não querem ter pais como nós. É aqui que a porca torce o rabo, os "nossos filhos" são aquilo que queremos que eles sejam e estamos a criar filhos que não querem ter pais como nós. Se criamos filhos quase perfeitos é a perfeição que procuramos. É isso que queremos, só queremos filhos que exijam ser perfeitos. E se assim é, claro que nem todo o dinheiro do mundo é suficiente.
Somos nós que projectamos essa necessidade e ambição nos nossos filhos e se só conseguimos conceber filhos perfeitos então todos os que nasçam e não o sejam vão ser profundamente infelizes. É esta ideia de filhos perfeitos que nos impede de os ter. Porque eles não vão querer nascer e não ser perfeitos. Assim, eles não querem, de facto, ter pais como nós.

É realmente um problema de semântica "não tenho condições" depende das expectativas e consequentemente das nossas ambições. A fasquia está muito alta, cada vez mais alta. Só conseguimos começar a pensar em ter filhos depois de termos um emprego fixo e bem remunerado, casa própria e bem localizada, parceiro fixo e com emprego fixo, carro, casa equipada, etc etc etc. Tem tudo de estar perfeito e os nossos filhos só podem existir se tudo for perfeito.

Se é verdade que as condições para ter filhos nunca foram tão boas também é verdade que o sistema que as criou só o conseguiu por ter gerado a ilusão que mais é melhor.
É esta a chave estamos todos convencidos que mais é melhor.
Foram as expectativas e ambições causadoras das nossas prósperas sociedades capitalistas que causaram este decréscimo na nossa fecundidade. Temos prosperidade e abundância pelas mesma razões que não temos muitos filhos para se gozarem disto tudo. As condições aumentaram e muito, mais do que nunca, mas as expectativas aumentaram ainda mais, por isso nunca temos o suficiente. A causa é mais externa que interna o Mundo é assim, exigente. Mais exigente do que as nossas vidas.
Não sei se é bom ou mau mas acho que vou levar meias rotas ao casamento.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

:)

Às vezes pergunto a mim mesmo qual é a origem do riso?





















"...se à vista do mesmo mundo tem mais razão quem ri, como ria Demócrito, ou quem chora, como chorava Heraclito..."

sábado, 12 de julho de 2008

Sorte ... ou talvez não.

Cá vai…


Trifolium sp.
















Marsilea quadrifolia
O primeiro é uma Fabaceae, o segundo é uma Ptheridophyta.
Em Portugal temos 43 espécies de Trifolium... enquanto que de Marsilea apenas quatro... é de facto uma sorte encontrarmos um trevo de quatro folhas...

Também podem existir Trifolium com quatro folhas (e até com mais) mas são mesmo muito raros (1:10 000).

Ah e já agora, os trevos só têm uma folha. Vemos três por que o limbo desta está dividido em três ou mais folíolos.


Beijos, estou de volta!


PS: Obrigado Carlos...

Outras fontes
Aqui
Aqui
E aqui


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Carl Orff



A Letra original:

O Fortuna,
velut Luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis;
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem;
egestatem,
potestatem,
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis,
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus
semper dissolubilis;
obumbrata
et velata
mihi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
mihi nunc contraria;
est affectus
et defectus
semper in angaria.
hac in hora
sine mora
cordae pulsum tangite!
quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!

Como prometido cá está a tradução (a Wiki tem tudo!) :

O Fortuna, --- Ó Fortuna,
velut luna --- És como a lua
statu variabilis, --- Mutável,
semper crescis --- Sempre aumentas
aut decrescis; --- Ou diminuis;
vita detestabilis --- A detestável vida
nunc obdurat --- Ora oprime
et tunc curat --- E ora cura
ludo mentis aciem, --- Para brincar com a mente;
egestatem, --- Miséria,
potestatem --- Poder,
dissolvit ut glaciem. --- Ela os funde como gelo.

Sors immanis --- Sorte monstruosa
et inanis, --- E vazia,
rota tu volubilis --- Tu, roda volúvel
status malus, --- És má,
vana salus --- Vã é a felicidade
semper dissolubilis, --- Sempre dissolúvel,
obumbrata --- Nebulosa
et velata --- E velada
michi quoque niteris;--- Também a mim contagias;
nunc per ludum --- Agora por brincadeira
dorsum nudum --- O dorso nu
fero tui sceleris. --- Entrego à tua perversidade.


Sors salutis --- A sorte na saúde
et virtutis --- E virtude
michi nunc contraria --- Agora me é contrária.
est affectus --- Dá
et defectus --- E tira
semper in angaria. --- Mantendo sempre escravizado
hac in hora --- Nesta hora
sine mora --- Sem demora
cordum pulsum tangite; --- Tange a corda vibrante;
quod per sortem --- Porque a sorte
sternit fortem, --- Abate o forte,
mecum omnes plangite! --- Chorai todos comigo!

Retirado daqui.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Jurassic Foundation

Já me tinham chamado de tudo, desde Castanheira, Castanha, Castanho até Castanhito. Tudo mesmo.

Mas é a primeira vez que uma jornalista confunde Rui com Ricardo.
Como o press release já seguiu só me resta aceitar os pedidos de desculpa e corrigir a gralha.

Aqui fica a notícia, mas desta vez, com os nomes correctos:

Portugueses ganham prémio internacional para estudar ninho de ovos de dinossauro da Lourinhã
Lourinhã, Lisboa, 16 Maio (Lusa)


A Fundação do Jurássico, criada com os lucros dos filmes da saga "Parque Jurássico" de Steven Spielberg, atribuiu um prémio a dois jovens paleontólogos portugueses para estudarem os ovos com embriões de dinossauros descobertos na Lourinhã.

O ninho, com uma centena de ovos de dinossauros, alguns dos quais contendo embriões, é um dos maiores do mundo e foi descoberto em 1993 por Isabel e Horácio Mateus, colaboradores do Museu da Lourinhã, tendo a descoberta sido divulgada quatro anos depois.

Rui Castanhinha e Ricardo Araújo, de 25 e 23 anos de idade (na foto à esquerda e direita respectivamente) são os segundos portugueses a serem galardoados pela Fundação do Jurássico, oito anos depois do paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, que investiu a verba atribuída nessa bolsa nas escavações de vestígios de um dinossauro saurópode no concelho.

O prémio vai dar azo a um ano de intenso trabalho para "perceber como é que os dinossauros com 150 milhões de anos (Jurássico Superior) se reproduziam, como cresciam, que hábitos e que comportamentos tinham", disse à agência Lusa Rui Castanhinha.

O trabalho dos dois investigadores agora premiados vai desenvolver-se durante um ano, sob a orientação de Miguel Telles Antunes e Octávio Mateus, paleontólogos da Universidade Nova de Lisboa, incidindo em campanhas de escavações e trabalhos laboratoriais que vão culminar num estudo, que poderá vir a ser publicado numa revista científica internacional.

"Vamos passar algumas semanas no campo para localizar as zonas onde foram descobertos os ovos, enquadrando com a geologia que havia na época, e depois vamos analisar a textura das cascas dos ovos para perceber o tempo de gestação" e comparar os seus comportamentos com animais actuais, como crocodilos e aves.

Sabe-se que o ninho descoberto na década de 90 pertence a um dinossauro carnívoro bípede da família dos terópodes.

Os primeiros achados existentes em todo o mundo foram descobertos pela primeira vez na Lourinhã e o dinossauro veio a ser apelidado de "lourinhanosaurus antunesi".

Os fósseis e o ninho desde dinossauro fazem dele uma das principais atracções do museu.

Trata-se de um animal que atingiria um comprimento de 4,5 metros de comprimento e pesaria 160 quilos, sendo muito idêntico ao "tiranosaurus rex", figura maior dos filmes de Spielberg.


Publicado simultaneamente em Lusodinos



Retirado e corrigido daqui.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Impressionante 2

Lendo a National Geographic deste mês.
Mais uma máquina impressionante.
Como a natureza nos espanta e como nos serve de inspiração.



Parabéns aos engenheiros em Standford. Um Stickybot que escala superfícies de vidro sem cola ou ventosas é mesmo impressionante.






















Osga (quase comida) em Angola na expedição de 2007.
Já tenho saudades de Benguela.