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quinta-feira, 10 de março de 2011

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Parabéns, capa da Nature

Notícia do expresso:

Afinal, o protão é mais pequeno e ameaça Teoria Quântica

Uma equipa de cientistas que inclui oito portugueses descobriu que o protão, um dos constituintes da matéria, é mais pequeno do que se pensava, o que pode por em causa a Teoria Eletrodinâmica Quântica. A descoberta é capa da "Nature".


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Até que enfim...

Estou-me nas tintas, mas aqui fica o parabéns.

Parabéns a todos e todas que se vão poder casar em breve em Portugal e que não o podiam fazer antes.

Agora lá que isto não acaba aqui não acaba... o passo seguinte é por demais óbvio.
A adopção por casais do mesmo sexo é só uma questão de tempo.
Não só porque a lei tal como fica agora, é inconstitucional, como também porque é inevitável que assim seja. A nossa sociedade tratará de fazer a lei mudar de novo.
E se querem que eu vos diga, a pesar de me estar nas tintas, acho muito bem!

Cavaco ficou muito mal na fotografia.
Não concorda, mas promulga.
Podia vetar? Podia
Mas não o vai fazer? Não
E não serve o veto para vetar as leis com as quais não concorda? Sim
Mas vai promulgar? Vou

Enfim... triste figura.
Tudo isto por duas razões:

1. Porque se a lei fosse vetada, provavelmente, seria aprovada de novo no parlamento e teria de ser promulgada em 8 dias pelo Prof. Cavaco.
2. Porque não podemos desviar as atenções da crise actual.

Ou seja, ficámos todos a saber que o nosso Presidente só vetará os projectos lei que tenham a garantia de, caso sejam vetados (e, como é obrigatório, tenham de voltar ao parlamento) não obtenham maioria de novo. Não estou a ver os nosso deputados a brincarem aos políticos: "vamos lá mandar o barro à parede e ver se passa, por que se vier para trás não o aprovamos de novo..."
Ora como não estou a ver que isso alguma vez venha a acontecer, também não estou a ver o nosso Sr. Presidente com coragem, pelo menos até ao final do mandato, para vetar seja o que for.

E de uma só assentada, aprendemos também que não se devem vetar os projectos lei que possam distrair da crise. Como não vamos sair da dita cuja tão rapidamente, o convite fica feito, agora é que é para aprovar tudo o que gere polémica, e quanto mais melhor, porque quanto mais alarido der um projecto lei, menos provável é que o nosso presidente o vete.
Sabem... é que distrai as atenções da crise (a tal que ele nem tem nada a ver).

Obviamente esta história não termina aqui. Copio parcialmente um post do meu amigo Luís Grave Rodriges que diz com muita razão:

Para além de (basicamente) ter alterado a redacção do artigo 1.577º do Código Civil, exactamente a norma que define a noção de casamento civil, retirando-lhe a expressão «de sexo diferente», esta nova lei veio também restringir expressamente no seu artigo 3º a possibilidade da adopção por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo. Ora, e como é por demais óbvio, esta norma é claramente inconstitucional.

E por três motivos:


- Primeiro, porque estabelece uma distinção entre formas de casamento em razão do sexo e da orientação sexual dos respectivos cônjuges;

- Segundo, porque retira, a quem já antes a tinha, a possibilidade de adopção a quem se case com pessoa do mesmo sexo;

- Terceiro, porque trata o casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma espécie de “casamento menor” em relação ao casamento entre pessoas de sexo diferente.


Estas inconstitucionalidades são tão flagrantes que se está mesmo a ver que se devem a uma mera estratégia do Governo (que, diga-se de passagem, não lhe ficou nada bem), que não quis “chocar” muito as pessoas quando apresentou a sua proposta de lei do casamento homossexual à Assembleia da República.


E são tão inequívocas que até o próprio Presidente da República teve o cuidado de não pedir especificamente ao Tribunal Constitucional a apreciação da constitucionalidade deste artigo 3º. Como muito bem sabia o Sr. Presidente, o resultado seria mais do que esperado, e é por isso que a sua atitude revela, da sua parte, uma grande falta de honestidade política.
Perante isto, o que se passará agora a seguir?


Pois bem: Teremos agora de esperar que um casal homossexual se apresente a uma entidade administrativa qualquer, e requeira um processo de adopção. Depois, perante a recusa da adopção com o fundamento de que o casal é composto por dois cônjuges do mesmo sexo, é só recorrer judicialmente da decisão – até ao Tribunal Constitucional.

E aí, como sabemos, “o caminho das pedras” é já de todos conhecido...
Por outras palavras: A adopção de crianças por casais homossexuais em Portugal não é mais do que uma mera e simples questão de tempo.


Vamos lá ver quanto tempo demora agora.

segunda-feira, 22 de março de 2010

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Obrigado!

Nascia há precisamente 200 anos em Inglaterra.

Como homenagem aqui fica o "Eu penso" mais importante da História.


























Publicado simultaneamente no Lusodinos

domingo, 25 de janeiro de 2009

Theodosius Hryhorovych Dobzhansky


Não tenho grande certeza, encontrei na net pelo menos três referências quanto ao dia do seu nascimento (aqui, aqui e aqui) talvez os registos de nascimento da Ucrânia de 1900 não fossem os melhores.

Mais importante que o dia certo é a obra que deixou. Houve desde Darwin poucos vultos que se destacaram na história da Biologia Evolutiva e Dobzhansky foi um dos maiores.

Fundador da teoria sintética da Evolução ele funde coerentemente a genética com a selecção natural. Amplia toda visão anterior e deixa ao mundo um legado de ciência e conhecimento.

É da sua autoria o famoso ensaio "Nothing in Biology Makes Sense Except in the Light of Evolution".

Feroz anti-criacionista foi durante toda a sua vida um teísta convicto e sempre defendeu que era ridículo pensar-se que para se ser cientista não se podia ser cristão.

Does the evolutionary doctrine clash with religious faith? It does not. It is a blunder to mistake the Holy Scriptures for elementary textbooks of astronomy, geology, biology, and anthropology. Only if symbols are construed to mean what they are not intended to mean can there arise imaginary, insoluble conflicts. ...the blunder leads to blasphemy: the Creator is accused of systematic deceitfulness.


Publicado simultaneamente no Lusodinos

sábado, 20 de dezembro de 2008

20 de Dezembro

Neste dia Em 1996 morria Carl Edward Sagan.

Escritor, exobiólogo, e astrónomo. No nosso céu brilhou mais uma estrela, aqui fica mais uma modesta homenagem.



Primeira parte da sua última entrevista televisiva.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Erasmus (o avô)


Faz hoje anos Erasmus Darwin (12 Dezembro 1731–18 Abril 1802), grande pensador e precursor das ideias do seu neto.

Mesmo antes de Lamarck já Erasmus mencionava a evolução das espécies.

"Would it be too bold to imagine that, in the great length of time since the earth began to exist, perhaps millions of ages before the commencement of the history of mankind would it be too bold to imagine that all warm-blooded animals have arisen from one living filament, which the great First Cause endued with animality, with the power of acquiring new parts, attended with new propensities, directed by irritations, sensations, volitions and associations, and thus possessing the faculty of continuing to improve by its own inherent activity, and of delivering down these improvements by generation to its posterity, world without end!"

Que melhor elogio a todos os avôs que este exemplo de homem de cultura.
Foi Naturalista, Médico, Filósofo, Inventor e Poeta.
Costuma dizer-se que a genialidade salta sempre uma geração. Duvido, mas neste caso parece-me que a expressão assenta que nem uma luva.
Sabendo que Charles Darwin (o neto) nasceu 7 anos depois do seu avô paterno ter falecido pouco se fala da influência de Erasmus na personalidade de Darwin mas duvido que tenha tido uma importância marginal. O homens desaparecem mas a obra fica, e a deste avô não poderia ter tido um impacto maior neste mundo.

"The final course of this contest among males seems to be, that the strongest and most active animal should propogate the species which should thus be improved" E. Darwin, Zoonomia,1796



Publicado simultaneamente no Lusodinos

sábado, 8 de novembro de 2008

Brilhante

No céu brilhou mais uma estrela a 7 de Novembro de 1913.
E, se me tivesse lembrado de escrever isto ontem, teriam feito 95 anos desde então.

Sempre que falamos em Teoria da Evolução recordamos sempre um só nome e nem nos apercebemos que a publicação que fundou essa mesma teoria foi assinada a quatro mãos.

Sobre a Tendência das Espécies formarem Variedades; e sobre a Perpetuação de Variedades e Espécies por Meios de Selecção.

Foi apresentada à Linnean Society a 1 de Julho de 1858 e deu o pontapé de saída para uma mudança na forma de pensar o mundo natural. A biologia nunca mais foi a mesma.

Obrigado Wallace por tudo.





Aqui a página Alfred Russel Wallace.






Publicado simultâneamente no Lusodinos

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

SVP

Quando a sociedade se organiza espontaneamente para compreender o mundo e explicá-lo melhor é motivo de espanto e orgulho.

Acostumados a pedir apoios e subsídios, muitos não entendem como pode uma organização científica independente sobreviver e outros duvidam até da sua utilidade.

Como pode uma sociedade científica dedicada ao estudo de restos de animais extintos há milhões de anos sobreviver sem um forte apoio do Estado?

E será que deve existir? Será que devemos perder tempo a estudar pequenos roedores extintos do Paquistão ou répteis desaparecidos há muito da costa Angolana? Que importância tem a evolução das espécies? Que interesse tem isso tudo? O que ganhamos com isso?

Em Austin no congresso anual da Society of Vetebrates Paleontology ouvi um velho mestre exclamar:
"É um orgulho poder pertencer e investigar numa sociedade que nenhum impacto tem no PIB!"

Claro que não é bem assim, mas isso é completamente irrelevante. As nossas acções não se devem pautar pela pura e exclusiva preocupação com o essencial. É o supérfluo que nos faz humanos, quase que é uma contradição. Torna-se essencial para se "ser humano" um apetite insaciável pelo supérfluo. A arte é supérflua, a religião também, o lazer também, se nos restringirmos ao essencial ficamos reduzidos a pouco mais que um campo de concentração.
A questão não está em se devemos ser gratuitos e dedicarmo-nos ao dispensável, está sim em decidir o que escolher. Uns escolhem ler a "Bola" enquanto outros preferem escalar o Makalu.

Choque.
Foi o que senti ao ver como funciona a SVP na minha primeira participação no seu congresso há três anos atrás. Uma sociedade viva, independente e espantosamente próspera! Leilões feitos por paleontólogos vestidos de James Bond ou de Piratas servem para angariar fundos para as expedições mais fantásticas feitas no nosso planeta. O ambiente é um misto de filatelistas de escritório com Indianas Jones que literalmente viajam até ao fim do mundo para desenterrar caveiras e esqueletos.

O entusiasmo é contagiante e é impossível não aprender imenso. A ciência deve servir mais para isto, para nos fazer feliz por sabermos um pouco mais sobre o que nos rodeia do que para resolver os nossos problemas do dia a dia. É a diferença entre culinária e gastronomia...

Sempre que me perguntam porque estudo paleontologia respondo que, tal como eles, também eu em criança adorava dinossauros mas a nossa diferença é que tive a sorte de não ter de crescer!

É esta maravilha que faz de todos nós humanos.
É um orgulho poder pertencer a esta sociedade de pioneiros e exploradores.
E não há maior agradecimento do que desejar profundamente que a esta aventura do saber continue e se multiplique!

Aqui fica um vídeo sobre a SVP http://www.vertpaleo.org/video/WeAreSVP/index.cfm para que percebam o que quero dizer.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Impressionante 2

Lendo a National Geographic deste mês.
Mais uma máquina impressionante.
Como a natureza nos espanta e como nos serve de inspiração.



Parabéns aos engenheiros em Standford. Um Stickybot que escala superfícies de vidro sem cola ou ventosas é mesmo impressionante.






















Osga (quase comida) em Angola na expedição de 2007.
Já tenho saudades de Benguela.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Post 100

A propósito do centésimo post do conjurado, aqui fica a eterna presença...




Estou, nesta noite cálida, deliciadamente estendido sobre a relva,
de olhos postos no céu, e reparo, com alegria,
que as dimensões do infinito não me perturbam.
(O infinito!
Esta incomensurável distância de meio metro
que vai desde o meu cérebro aos dedos com que escrevo!)


O que me perturba é que o todo possa caber na parte,
que o tridimensional caiba no dimensional, e não o esgote.


O que me perturba é que tudo caiba dentro de mim,
de mim, pobre de mim, que sou parte do todo.
E em mim continuaria a caber se me cortassem braços e pernas
porque eu não sou braço nem sou perna.


Se eu tivesse a memória das pedras
que logo entram em queda assim que se largam no espaço
sem que nunca nenhuma se tivesse esquecido de caír;
se eu tivesse a memória da luz
que mal começa, na sua origem, logo se propaga,
sem que nenhuma se esquecesse de propagar;
os meus olhos reviveriam os dinossáurios que caminham sobre a Terra,
os meus ouvidos lembrar-se-iam dos rugidos dos oceanos que engoliram continentes,
a minha pele lembrar-se-ia da temperatura das geleiras que galgaram sobre a Terra.


Mas não esqueci tudo.
Guardei a memória da treva, do medo espavorido
do homem da caverna
que me fazia gritar quando era menino e me apagavam a luz;
guardei a memória da fome;
da fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez estender os lábios sôfregos para mamar quando cheguei ao mundo;
guardei a memória do amor,
dessa segunda fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez desejar a mulher do próximo e do distante;
guardei a memória do infinito,
daquele tempo sem tempo, origem de todos os tempos,
em que assisti, disperso, fragmentado, pulverizado,
à formação do Universo.

Tudo se passou defronte de partes de mim. E aqui estou eu feito carne para o demonstrar, porque os átomos da minha carne não foram fabricados de propósito para min Já cá estavam. Estão. E estarão.


(Poema da eterna presença, António Gedeão)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Obrigado.

Arthur C. Clarke (1917 -2008)

















"When a distinguished but elderly scientist states that something is possible, he is almost certainly right. When he states that something is impossible, he is very probably wrong."


A triste noticia aqui.