
Saíu na nova Newsletter da Geological Society of Africa um pequeno artigo sobre o Projecto PalNiassa. A interacção com a academia moçambicana, nomeadamente o geólogo Lopo Vasconcelos (mas também Mussa Achimo, João Mugabe, entre outros) tem sido crucial para o desenrolar do Projecto PalNiassa, do qual resultou este pequeno artigo sobre o Projecto. Estamos juntos!
Texto: Ricardo Araújo
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Projecto PalNiassa: artigo na Newsletter da GSAf (Geollogical Society of Africa)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Reportagem RDP África
Seguem as últimas novidades sobre o projecto PalNiassa.
Desta feita fomos entrevistados pela RDP África.
Podem ver as fotos deste ano tiradas durante Junho e Julho em Moçambique.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Científica Mente 2011
Transcrevo a notícia RDP África sobre o nosso projecto.
PalNiassa 2011 - Moçambique investe no crescimento da Paleontologia no país
2011-07-23 RUI CASTANHINHA E RICARDO ARAÚJO REGRESSARAM A MOÇAMBIQUE PARA A TERCEIRA EDIÇÃO DO PROJETO PALNIASSA. DESTA VEZ SALIMO MURRULA, O ESPECIALISTA MOÇAMBICANO QUE ESTÁ EM PORTUGAL A FAZER FORMAÇÃO EM PREPARAÇÃO DE FÓSSEIS, ACOMPANHOU-OS. O MUSEU NACIONAL DE GEOLOGIA, EM MAPUTO, RECEBEU O PRIMEIRO VESTÍGIO RECOLHIDO NAS ANTERIORES EDIÇÕES, JÁ TRATADO E ESTUDADO.
por : Ana Paula Gomes
Tags : Moçambique,Portugal
PalNiassa 2011 - Moçambique investe no crescimento da Paleontologia no país
2011-07-23 RUI CASTANHINHA E RICARDO ARAÚJO REGRESSARAM A MOÇAMBIQUE PARA A TERCEIRA EDIÇÃO DO PROJETO PALNIASSA. DESTA VEZ SALIMO MURRULA, O ESPECIALISTA MOÇAMBICANO QUE ESTÁ EM PORTUGAL A FAZER FORMAÇÃO EM PREPARAÇÃO DE FÓSSEIS, ACOMPANHOU-OS. O MUSEU NACIONAL DE GEOLOGIA, EM MAPUTO, RECEBEU O PRIMEIRO VESTÍGIO RECOLHIDO NAS ANTERIORES EDIÇÕES, JÁ TRATADO E ESTUDADO.
A Paleontologia em Moçambique continua a crescer e consolidar-se. Passos seguros estão a ser dados pelo país, a partir de um projeto que começou de forma relativamente modesta em 2009, o PalNiassa. Nessa altura, dois jovens investigadores portugueses, Rui Castanhinha e Ricardo Araújo, foram procurar fósseis no Niassa. Contaram com apoio logístico das instituições moçambicanas e fizeram, logo nessa primeira expedição, descobertas muito interessantes. O esqueleto completo de um sinapsídeo, um pequeno vertebrado, antepassado longínquo dos mamíferos, terá sido a mais entusiasmante, mas outros vestígios da vida do Pérmico, há 250 milhões de anos, foram recolhidos e estão ainda a ser estudados.
Em 2010, na segunda expedição, o projeto cresceu e iniciou-se a ponte em sentido inverso: um técnico moçambicano iniciou uma formação de um ano, em Portugal, no Museu da Lourinhã, como preparador de fósseis, ao abrigo de uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Salimo Murrula está há sete meses em Portugal e quando regressar será o primeiro preparador de fósseis da história de Moçambique.

O Museu Nacional de Geologia de Moçambique irá receber os fósseis à medida que estejam completamente preparados e estudados. O primeiro vestígio já chegou a casa e muitos outros, espera-se, farão esse mesmo caminho de regresso.
Nesta edição falamos com Rui Castanhinha, nesta altura a fazer um doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras em Portugal, com Ricardo Araújo, a fazer um doutoramento na Universidade Metodista do Sul, no Texas, nos Estados Unidos e com Salimo Murrula especialista moçambicano a fazer formação no Museu da Lourinhã, em Portugal.
Em 2010, na segunda expedição, o projeto cresceu e iniciou-se a ponte em sentido inverso: um técnico moçambicano iniciou uma formação de um ano, em Portugal, no Museu da Lourinhã, como preparador de fósseis, ao abrigo de uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Salimo Murrula está há sete meses em Portugal e quando regressar será o primeiro preparador de fósseis da história de Moçambique.
O Museu Nacional de Geologia de Moçambique irá receber os fósseis à medida que estejam completamente preparados e estudados. O primeiro vestígio já chegou a casa e muitos outros, espera-se, farão esse mesmo caminho de regresso.
Nesta edição falamos com Rui Castanhinha, nesta altura a fazer um doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras em Portugal, com Ricardo Araújo, a fazer um doutoramento na Universidade Metodista do Sul, no Texas, nos Estados Unidos e com Salimo Murrula especialista moçambicano a fazer formação no Museu da Lourinhã, em Portugal.
por : Ana Paula Gomes
Tags : Moçambique,Portugal
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Site do MNG
É com prazer que anuncio o lançamento do site do Museu Nacional de Geologia.

A exposição foi reaberta pelo ex-presidente Joaquim Chissano no dia 21 de Setembro de 1992.
O MNG possui actualmente um total de 5853 amostras, das quais cerca de 800 estão expostas, despertando maior atenção e atracção as pedras preciosas e semi-preciosas, os minerais industriais tecnicamente valiosos e os cristais, invulgares pelas suas dimensões.
Visitando o museu, esta inicia com a sala 1 com a exposição do desenvolvimento da história da terra e alguns fósseis de Moçambique, alguns dos quais descobertos pela nossa equipa em 2009.
O seu actual director é o Dr. Luís Costa Júnior que é ainda um dos lideres do projecto PalNiassa, a ele se deve grande parte do mérito por todo o dinamismo e desenvolvimento do Museu.
Pode ser visitado em: http://www.mng.co.mz/
Parte do material que veio a dar origem ao espólio do museu encontrava-se no Departamento da Direcção Nacional de Geologia no extinto Museu Freire de Andrade, fundado em 1940. Segundo o próprio site, o Museu foi encerrado em 1978 por falta de espaço quando a Direcção Nacional de Geologia foi transferida para o edifício localizado na na praça 25 de Junho. Graças a sensibilidade e intervenção do falecido Presidente Samora Machel, foi cedido um novo espaço onde se localiza hoje o actual Museu, edifício na altura conhecido por Vila Margarida.
A exposição foi reaberta pelo ex-presidente Joaquim Chissano no dia 21 de Setembro de 1992.
O MNG possui actualmente um total de 5853 amostras, das quais cerca de 800 estão expostas, despertando maior atenção e atracção as pedras preciosas e semi-preciosas, os minerais industriais tecnicamente valiosos e os cristais, invulgares pelas suas dimensões.
Visitando o museu, esta inicia com a sala 1 com a exposição do desenvolvimento da história da terra e alguns fósseis de Moçambique, alguns dos quais descobertos pela nossa equipa em 2009.
O seu actual director é o Dr. Luís Costa Júnior que é ainda um dos lideres do projecto PalNiassa, a ele se deve grande parte do mérito por todo o dinamismo e desenvolvimento do Museu.
Parabéns Luís, que o trabalho continue desta forma por muito tempo, Moçambique precisa de mais ciência.
sábado, 14 de maio de 2011
PalNiassa site
É com prazer que anunciamos o lançamento do site do Projecto PalNiassa, elaborado pelos líderes do projecto Luís Costa Júnior, Rui Castanhinha e Ricardo Araújo. Este é o site que servirá de interacção entre o público geral e as pessoas envolvidas no projecto.
Aqui vai: https://sites.google.com/site/palniassa/
Texto de: Ricardo Araújo e Rui Castanhinha
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
53 por dia... sempre a bater recordes!
Transcrevo a notícia do jornal I :
Apesar de os números se aproximarem das estimativas iniciais - previa-se, com base na experiência de outros países europeus, que pudessem vir a praticar-se 20 mil abortos por ano -, especialistas entendem que três anos e meio depois da legalização do aborto, por opção da mulher, até às dez semanas já se deveria ter entrado numa lógica decrescente.
"A tendência no Norte da Europa é para uma estabilização passado dois ou três anos. E depois um decréscimo: na Dinamarca, por exemplo, ao fim de dois ou três anos os números começaram a baixar. Se cá não baixam é preocupante: legislou-se, mas não se iniciou um programa a sério de prevenção da gravidez", critica Luís Graça, director do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
O especialista, que foi um dos maiores defensores da aprovação da lei em 2007, está desiludido com os resultados. "Tomam-se medidas pontuais, mas não se tomam medidas de acompanhamento. Não há políticas preventivas e, assim, o aborto vai continuar a ser usado como um método de não concepção."
E, mais do que com os resultados, está desiludido com as mulheres: 354 foram reincidentes e fizeram mais do que um aborto em 2008 e 2009. "Fui ingénuo. Tenho pena que não tenham estimado uma lei feita para salvaguardar a sua saúde: era para protegê-las das complicações dos abortos clandestinos, não para fazerem dois ou três em dois anos."
O obstetra entende que a única bandeira que os defensores da despenalização ainda podem levantar é a da diminuição das complicações associadas a abortos ilegais "Antes tinha 20 a 22 consultas por mês devido a complicações decorrentes de abortos clandestinos. Agora, são duas ou três."
Crise ou conhecimento da lei? O agravamento do desemprego e da situação económica pode pesar na decisão de ter um filho, mas a maioria dos profissionais de saúde acredita não ser a razão principal para os números da interrupção voluntária da gravidez continuarem a não diminuir. As dificuldades decorrentes da crise económica são apenas parte da história: o maior conhecimento da lei pode explicar o resto.
"Este aumento não me surpreende. É natural que ao início os números não fossem tão altos. A prática tinha acabado de ser instituída: as pessoas não tinham ainda tanta informação", afirma Duarte Vilar, director-executivo da Associação para o Planeamento da Família.
Também Jorge Branco, coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, entende que "o aumento da confiança nos estabelecimentos de saúde onde é possível realizar um aborto" explica a tendência crescente dos números dos abortos praticados por via legal. A influência da crise, por contraste, "será muito residual, porque quando a lei foi criada já se sentiam estas dificuldades", recorda, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva
Para Daniel Serrão, não há qualquer razão que justifique o aumento dos abortos praticados no país, já que "é uma intervenção completamente desnecessária, que, independentemente de ser feita de forma legal, só traz riscos para a mulher". Dos 13 033 abortos registados nos primeiros oito meses do ano, 12 676 foram feitos por opção da mulher: só em 357 casos, o aborto foi provocado por perigo de morte ou de saúde da grávida ou malformação do feto.
"A lei do aborto não foi acompanhada por medidas que educam para a sexualidade. Se os métodos contraceptivos são gratuitos, não há nenhuma razão para as mulheres não terem uma vida sexual sem necessidade de abortar", lamenta o médico e especialista em ética da vida.
Além das falhas no planeamento familiar, o especialista aponta para a necessidade de controlo das repetições de abortos. "Na maior parte dos países, as mulheres só podem fazer um aborto. Aqui é a la carte", acusa. O registo dos motivos que levam as mulheres a abortar seria, na opinião do especialista, o primeiro passo para perceber "se o fazem por fome ou miséria, por falta de companheiro ou só porque sim".
Jorge Branco, presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa, explica que na impossibilidade de recusar fazer um aborto a uma mulher que seja reincidente, resta aos profissionais de saúde apostar nos casos mais problemáticos e "dar a essas mulheres métodos contraceptivos menos falíveis e mais duradouros, como os implantes".
Se eu ganhasse um cêntimo por cada vez que ouvi da boca de quem defendeu o sim no último referendo dizer que a legalização não iria fazer aumentar os números... porque, se assim fosse estariam contra... ui, estava milionário!
Não é nenhum fanático de extrema direita que o diz mas sim o, grande defensor da lei em 2007, Dr. Luís Graça.
Diz ele: "Fui ingénuo..." pois foi!
Seja bem-vindo ao mundo real!
E já agora para não se desiludir mais leia o texto que escrevi em Junho passado.
Se não servir de emenda pelo menos que sirva de alerta.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Fósseis de Moçambique, mais descobertas.
Sábado passado foi para o ar mais uma entrevista sobre o projecto PalNiassa que pode ser ouvida aqui em podcast.
Já aqui fiz referência a este projecto liderado por Luís Costa Júnior, Ricardo Araújo e por mim. Temos vindo a desenvolver trabalho no sentido de conhecer melhor o potencial paleontológico de Moçambique. O país é vasto e muito pouco foi feito nas últimas décadas no que diz respeito à paleontologia de vertebrados. Nos últimos 40 anos praticamente não tem havido qualquer investigação científica nesse domínio e são raras as pessoas que se arriscam a prospectar num território tão amplo e com tão poucos dados.
No ano passado eu e o Ricardo assumimos esse risco e para nossa surpresa, correu bem. A expedição de 2009 do projecto PalNiassa foi um sucesso. Encontrámos novas localidades fossilíferas com novos fósseis e material bastante completo. Obviamente tudo isto justificava uma nova expedição a África.
Este ano, com o apoio de várias instituições, voltámos ao campo.
No ano passado eu e o Ricardo assumimos esse risco e para nossa surpresa, correu bem. A expedição de 2009 do projecto PalNiassa foi um sucesso. Encontrámos novas localidades fossilíferas com novos fósseis e material bastante completo. Obviamente tudo isto justificava uma nova expedição a África.
Este ano, com o apoio de várias instituições, voltámos ao campo.
A equipa de 2010 contou com a colaboração de várias pessoas que, total ou parcialmente, estiveram connosco. Da parte moçambicana Salimo Mário, Pedro Madeira, Luís Macuango, João Mugabe e Mustafa, da parte portuguesa Octávio Mateus.
Queremos que este projecto continue a ser uma cooperação bilateral e que possa permitir um avanço na paleontologia moçambicana.Esperamos que o futuro nos dê razão.
Fica aqui a foto com (quase) toda a equipa acompanhada da população local.
Para todos eles: assante!
Queremos que este projecto continue a ser uma cooperação bilateral e que possa permitir um avanço na paleontologia moçambicana.Esperamos que o futuro nos dê razão.
Fica aqui a foto com (quase) toda a equipa acompanhada da população local.
Para todos eles: assante!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Dia Aberto do Instituto Gulbenkian de Ciência
De portas abertas, o Instituto Gulbenkian de Ciência convida-o a visitar a nossa República da Ciência.
A partir das 10 e até as 17h teremos actividades “mãos na massa”, teatro pelos nossos cientistas, visitas aos laboratórios, "Top-models" , e muito mais.
Visitem o website do Dia Aberto para mais informações:
http://www.igc.gulbenkian.pt/diaaberto/2010
Contamos com a vossa presença!
Data: 9 de Outubro
Horário: 10-17h
Local: O IGC fica situado na continuação dos jardins do Palácio do
Marquês de Pombal, em Oeiras.
A entrada faz-se pela Rua da Quinta Grande, nº 6.
Coordenadas GPS: 38.690747N , 9.316195W
Estacionamento: Entrada pela rua dos Lagares da Quinta.
_--------------------------------------
Instituto Gulbenkian de Ciência is honour to invite you to our Science Republic.
Next Saturday, October 9th, 10-17h, visitors will be able to try our hands-on activities, watch theatre presented by our scientists, visit laboratories, discover out “Top-models” and so much more.
For more information and programme please visit the webpage: http://www.igc.gulbenkian.pt/diaaberto/2010
Hope to see you next Saturday!
Date: October 9th
Schedule: 10-17h
Local: Rua da Quinta Grande nr 6, Oeiras
(near Jardins do Palácio do Marquês de Pombal)
GPS: 38.690747N , 9.316195W
Parking: Rua dos Lagares da Quinta.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
PalNiassa 2010, Moçambique por descobrir
Mais trabalhosa é ainda se o destino for um país africano onde os recursos escasseiam e as infra-estruturas não abundam.
Fiz de cabeça uma lista dos perigos que poderíamos encontrar no campo em Moçambique e que nunca encontraríamos em Portugal. Decidi parar.
A lista é pequenina:
Mosquitos e moscas que podem transmitir malária, doença do sono e outras doenças;
Água contaminada;
Encontrar um animal selvagem de grande porte que não esteja pelos ajustes;
Ser picado por um dos muitos escorpiões e aranhas que por lá andam;
Ser mordido por uma mamba que pode espreitar de um galho de uma árvore;
Ser apanhado por uma queimada já que no inverno são muito frequentes;
Pisar uma mina antipessoal deixada durante a guerra;
Caso aconteça alguma coisa o "posto hospitalar" mais próximo está a meio dia de distância;
Etc...
Parece irresponsável ir escavar para um local assim mas deixem que vos diga que não são estes os riscos que me atormentam.
Preocupa-me não existirem em Moçambique mais parcerias e investigadores interessados em, de igual para igual, ajudar a desenvolver o país.
Incomoda-me não ver mais europeus a investir nas riquezas inexploradas, na agricultura, nas pescas, na educação, na saúde. Falta muito por fazer e o que sempre senti, em quase todos os moçambicanos que conheci, foi um empenho enorme em querer desenvolver mais o seu belo país e em estarem abertos a parcerias internacionais.
Por tudo isto lidero, com o meu colega e amigo Ricardo Araújo, o Projecto PalNiassa.
Não vamos mudar o mundo mas tentaremos deixá-lo um pouco melhor do que o encontrámos.
Moçambique está repleto de maravilhas naturais por estudar.
Esse mesmo estudo dos vestígios fósseis só nos pode fazer ver o mundo de uma forma mais completa e cheia de sentido.
Em breve teremos mais desafios mas teremos também mais novidades.
O maior perigo é não o conseguirmos fazer, é falharmos a tentar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Parabéns, capa da Nature
Notícia do expresso:Afinal, o protão é mais pequeno e ameaça Teoria Quântica
Uma equipa de cientistas que inclui oito portugueses descobriu que o protão, um dos constituintes da matéria, é mais pequeno do que se pensava, o que pode por em causa a Teoria Eletrodinâmica Quântica. A descoberta é capa da "Nature".
PaleoArte na Lourinhã
Em Agosto próximo decorrerá na Lourinhã um curso de ilustração de científica de dinossauros.A instituição promotora é o Museu da Lourinhã e já estão abertas as inscrições.
Não percam! Inscrevam-se.
Transcrevo o texto de apresentação:
O pintor italiano Fabio Pastori, vencedor da 6ª edição do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (entre 71 artistas, de 22 países) e o professor Sante Mazzei, especializado em técnicas de desenho apoiado por computador, vão proporcionar sob os auspícios do GEAL - Museu da Lourinhã, um inédito curso de verão que designaram por PaleoArt Teaching - The Complete Lost World Journey.
Ao longo de nove dias, haverá tempo para conhecer o Museu, prospectar jazidas próximas, aprender e conviver, com artistas consagrados e com os que buscam os saberes da ilustração científica e da pintura.Mais informações aqui
sábado, 3 de julho de 2010
A tristeza vem de Espanha
De acordo com a BBC "Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas de Madrid, capital espanhola, protestar contra a lei aprovada recentemente pelo Parlamento que permite a realização de aborto por meninas a partir dos 16 anos, até a 14ª semana de gestação."

Num futuro mais o menos próximo o mesmo acontecerá em Portugal.
Já cansa repetir o que é por demais óbvio, mas o nosso querido Portugal terá o mesmo destino que os outros países.
Não é necessário ser nenhum Bandarra para saber que a nossa lei do aborto não ficará inalterada e (contrariamente a todas as garantias que foram dadas pelo apoiantes do Sim) tenderá a:
É muito triste, mas duvido que em breve possamos vir a ter qualquer correcção a este disparate enorme que é tornar a morte de pessoas inocentes legal e subsidiada pelo Estado. Suspeito também que seja em breve que as coisas vão piorar. Pelo menos, neste caso, a História não é um caminho inexorável em direcção ao aperfeiçoamento moral da humanidade.
Resta a esperança que a longo prazo passemos todos a achar que os direitos do Homem não são só para os que nascem mas para também para os que, já existindo, ainda não tiveram a oportunidade de nascer, mesmo que tenham menos de 10 semanas.
Num futuro mais o menos próximo o mesmo acontecerá em Portugal.
Já cansa repetir o que é por demais óbvio, mas o nosso querido Portugal terá o mesmo destino que os outros países.
Não é necessário ser nenhum Bandarra para saber que a nossa lei do aborto não ficará inalterada e (contrariamente a todas as garantias que foram dadas pelo apoiantes do Sim) tenderá a:
- Ficar cada vez mais banal e comum - Depois do referendo a esquerda portuguesa tratou de fazer algo que os portugues não votaram. Não se limitou a tratar de por em prática o que foi referendado. A "despenalização da interrupção voluntária da gravidez" foi liberalizada, passando não só a ser legal mas também (coisa que ninguém votou) gratuita e executada com prioridade máxima no hospitais públicos (suspeito que actualmente se façam abortos em locais onde já se deixaram de poder fazer partos).
- Menos polémico - Sendo banal deixou de ser discutido, é um direito assumido e ninguém quer deixar de ter esse "direito". Outros argumentos que se ouvirão, rezarão assim: "afinal a minha tia já abortou duas vezes, a minha irmã também e eu já fiz um, por que razão acham que isso deveria deixar de ser legal? Era o que faltava considerar toda a minha família , e eu própria, como criminosas!"
- Aumentar em número - Especialmente nas jovens em idade fértil. Basta ver o que aconteceu nos outros países. Foi assim em Espanha e foi assim em todos os países onde se legalizou o aborto. Gostava de ver o números oficiais destes primeiros anos de aborto legal em Portugal.
- Variados grupos políticos continuarão a tentar aumentar os prazos e condições em que as mães grávidas poderão abortar. Nenhum, repito, nenhum dos discursos que ouvi ou li defendendo o direito a abortar se debruçou sobre qual a razão das famosas 10 semanas. Disse várias vezes aqui no Conjurado que todos os argumentos que defendem o aborto até às 10 semanas são válidos depois desse prazo. Não acreditam? Experimente fazer o seguinte exercício, lembrem-se do(s) argumento(s)/razõe(s) mai(s) forte(s) que conheçam para defender o direito a abortar até às 10 semanas, agora repitam-no(s) mas troquem a expressão "até às 10 semanas" e coloquem "até às 11" ou "até às 12" e vão aumentando. Os argumentos perdem a validade? Se não perdem, esperem, que em breve os ouviram nos discursos dos nossos deputados muito em breve.
- Contrariamente ao que foi sempre dito pelos apoiantes do Sim, o aborto passou a ser liberalizado, banal, muito mais comum e passou a ser usado como método contraceptivo. E sabem que mais? ninguém acha isto mal porque afinal é assim que tem de ser porque a lei o diz. Ou seja, a lei sempre ajuda a construir a moralidade de um Povo. Lembram-se quem dizia que isso era assim e quem defendia que o que a lei dizia pouco importava, já que, as pessoas que tivessem de fazer um aborto nunca o deixariam de o fazer, dissesse a lei o que dissesse? Afinal a lei sempre influência o comportamento dos cidadãos.
É muito triste, mas duvido que em breve possamos vir a ter qualquer correcção a este disparate enorme que é tornar a morte de pessoas inocentes legal e subsidiada pelo Estado. Suspeito também que seja em breve que as coisas vão piorar. Pelo menos, neste caso, a História não é um caminho inexorável em direcção ao aperfeiçoamento moral da humanidade.
Resta a esperança que a longo prazo passemos todos a achar que os direitos do Homem não são só para os que nascem mas para também para os que, já existindo, ainda não tiveram a oportunidade de nascer, mesmo que tenham menos de 10 semanas.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Bomba relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.
Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.
Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio.
domingo, 23 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Até que enfim...
Parabéns a todos e todas que se vão poder casar em breve em Portugal e que não o podiam fazer antes.
Agora lá que isto não acaba aqui não acaba... o passo seguinte é por demais óbvio.
A adopção por casais do mesmo sexo é só uma questão de tempo.
Não só porque a lei tal como fica agora, é inconstitucional, como também porque é inevitável que assim seja. A nossa sociedade tratará de fazer a lei mudar de novo.
E se querem que eu vos diga, a pesar de me estar nas tintas, acho muito bem!
Cavaco ficou muito mal na fotografia.
Não concorda, mas promulga.
Podia vetar? Podia
Mas não o vai fazer? Não
E não serve o veto para vetar as leis com as quais não concorda? Sim
Mas vai promulgar? Vou
Enfim... triste figura.
Tudo isto por duas razões:
1. Porque se a lei fosse vetada, provavelmente, seria aprovada de novo no parlamento e teria de ser promulgada em 8 dias pelo Prof. Cavaco.
2. Porque não podemos desviar as atenções da crise actual.
Ou seja, ficámos todos a saber que o nosso Presidente só vetará os projectos lei que tenham a garantia de, caso sejam vetados (e, como é obrigatório, tenham de voltar ao parlamento) não obtenham maioria de novo. Não estou a ver os nosso deputados a brincarem aos políticos: "vamos lá mandar o barro à parede e ver se passa, por que se vier para trás não o aprovamos de novo..."
Ora como não estou a ver que isso alguma vez venha a acontecer, também não estou a ver o nosso Sr. Presidente com coragem, pelo menos até ao final do mandato, para vetar seja o que for.
E de uma só assentada, aprendemos também que não se devem vetar os projectos lei que possam distrair da crise. Como não vamos sair da dita cuja tão rapidamente, o convite fica feito, agora é que é para aprovar tudo o que gere polémica, e quanto mais melhor, porque quanto mais alarido der um projecto lei, menos provável é que o nosso presidente o vete.
Sabem... é que distrai as atenções da crise (a tal que ele nem tem nada a ver).
Obviamente esta história não termina aqui. Copio parcialmente um post do meu amigo Luís Grave Rodriges que diz com muita razão:
Para além de (basicamente) ter alterado a redacção do artigo 1.577º do Código Civil, exactamente a norma que define a noção de casamento civil, retirando-lhe a expressão «de sexo diferente», esta nova lei veio também restringir expressamente no seu artigo 3º a possibilidade da adopção por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo. Ora, e como é por demais óbvio, esta norma é claramente inconstitucional.
E por três motivos:
- Primeiro, porque estabelece uma distinção entre formas de casamento em razão do sexo e da orientação sexual dos respectivos cônjuges;
- Segundo, porque retira, a quem já antes a tinha, a possibilidade de adopção a quem se case com pessoa do mesmo sexo;
- Terceiro, porque trata o casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma espécie de “casamento menor” em relação ao casamento entre pessoas de sexo diferente.
Estas inconstitucionalidades são tão flagrantes que se está mesmo a ver que se devem a uma mera estratégia do Governo (que, diga-se de passagem, não lhe ficou nada bem), que não quis “chocar” muito as pessoas quando apresentou a sua proposta de lei do casamento homossexual à Assembleia da República.
E são tão inequívocas que até o próprio Presidente da República teve o cuidado de não pedir especificamente ao Tribunal Constitucional a apreciação da constitucionalidade deste artigo 3º. Como muito bem sabia o Sr. Presidente, o resultado seria mais do que esperado, e é por isso que a sua atitude revela, da sua parte, uma grande falta de honestidade política.
Perante isto, o que se passará agora a seguir?
Pois bem: Teremos agora de esperar que um casal homossexual se apresente a uma entidade administrativa qualquer, e requeira um processo de adopção. Depois, perante a recusa da adopção com o fundamento de que o casal é composto por dois cônjuges do mesmo sexo, é só recorrer judicialmente da decisão – até ao Tribunal Constitucional.
E aí, como sabemos, “o caminho das pedras” é já de todos conhecido... Por outras palavras: A adopção de crianças por casais homossexuais em Portugal não é mais do que uma mera e simples questão de tempo.
Vamos lá ver quanto tempo demora agora.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A visita do Papa
... tem gerado em vários países, Portugal é um deles, um surto de imbecilidade considerável. À falta de anticlericalismo popular, há agora uma nova forma de anticlericalismo intelectual de parte da esquerda « fracturante ». Enquanto não houver um Papa que seja mulher, lésbica, negra, de preferência não crente, e que vote nos EUA no Obama, os Papas, em particular este, são alvos preferenciais. E este acirra os ânimos de forma muito especial porque é branco, alemão, conservador, teólogo, e conhece bem demais a impregnação da doutrina cristã pelas variantes na moda desde os anos sessenta de « progressismo » esquerdizante. A absurda intolerância dos « fracturantes » exerce-se então em toda a sua amplitude.
(Pacheco Pereira, Retirado do Abrupto)
terça-feira, 11 de maio de 2010
Protesto fotográfico 2
Mais fotos do protesto fotográfico que está a decorrer pelo país.
Neste momento estão a ser discutidos no Parlamento vários projectos lei que visam a actualização das Bolsas de investigação científica.
Com a intenção de sensibilizar os nossos deputados são já vários os institutos de investigação que se organizaram numa forma de manifestação original em Maio.
Através de um protesto fotográfico descentralizado.
A ideia é que em cada local de trabalho os bolseiros combinem uma hora para se encontrarem e tirarem um foto conjunta (com cartazes reivindicativos, ou outras formas criativas de protesto e apelo à aprovação de um novo Estatuto justo e digno).
As fotos devem ser enviadas à direcção da ABIC que as compilará e tornará públicas.
Sugiro a todos os investigadores que façam o mesmo por mais pequenos que sejam os seus grupos de investigação. Escrevam ao parlamento (é muito simples, vejam como fazê-lo aqui), coloquem as fotos nos vossos blogues e comuniquem a notícia a todos os que puderem por email, carta, telefonemas ... Agora é o momento de agir!
Eu participei no do ITQB em representação dos bolseiros de Oeiras.
Cá está a foto, para que a Ciência cresça em Portugal!

(Clicar na foto para aumentar)
Neste momento estão a ser discutidos no Parlamento vários projectos lei que visam a actualização das Bolsas de investigação científica.
Com a intenção de sensibilizar os nossos deputados são já vários os institutos de investigação que se organizaram numa forma de manifestação original em Maio.
Através de um protesto fotográfico descentralizado.
A ideia é que em cada local de trabalho os bolseiros combinem uma hora para se encontrarem e tirarem um foto conjunta (com cartazes reivindicativos, ou outras formas criativas de protesto e apelo à aprovação de um novo Estatuto justo e digno).
As fotos devem ser enviadas à direcção da ABIC que as compilará e tornará públicas.
Sugiro a todos os investigadores que façam o mesmo por mais pequenos que sejam os seus grupos de investigação. Escrevam ao parlamento (é muito simples, vejam como fazê-lo aqui), coloquem as fotos nos vossos blogues e comuniquem a notícia a todos os que puderem por email, carta, telefonemas ... Agora é o momento de agir!
Eu participei no do ITQB em representação dos bolseiros de Oeiras.
Cá está a foto, para que a Ciência cresça em Portugal!

(Clicar na foto para aumentar)
Subscrever:
Mensagens (Atom)

